Conforme nota publicada pela Contas abertas, o ministro Ubiratan Aguiar emitiu relatório referente ao exercício financeiro de 2006 do Governo Federal o qual foi aprovado por unanimidade no plenário do (TCU), apesar de o documento apresentar muitas falhas na fiscalização do repasse de verbas feito por meios de convênios, o mesmo relatório critica a política de contingenciamento do governo. Segundo o relatório hoje o governo não sabe do resultado da aplicação de R$12,5 Bilhões em convênios. Segundo o ministro, a média de atraso da prestação de contas desses repasses é de quatro anos em alguns casos chegando até cinco anos para serem analisados.O ministro Ubiratan relata ainda que a falta de planejamento na alocação dos recursos, acaba restringindo o orçamento a uma mera disputa política por recursos em benefícios de emendas dos parlamentares e do executivo. A falta de transparência que escolheria uma entidade a ser beneficiada, e a falta de uma analise técnica mais profunda, por falta de seriedade e inclusive de pessoal capacitado, causa o desperdício do dinheiro publico e facilita a corrupção que se hospedou no poder publico.
No ano de 2006 as transferências voluntarias feita pelo governo federal foi de R$15,1 Bilhões superando a marca dos R$13 Bilhões registrada nos últimos seis anos.
O relatório critica ainda a concentração de repasse no final de ano com as liberações feitas a toque de caixa com vistas a cumprir com o superávit primário o que dificulta mais ainda o controle, a falta de um controle eficiente faz com entidades não governamentais continue recebendo dinheiro publico sem que tenham prestado contas do repasse anterior.
No ano de 2006 a prestação de contas feita pelo Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram 27 falhas detectadas pelo TCU e foi feito 21 recomendações ao governo, só que o executivo cumpriu apenas 12,5 das recomendações feita pelo tribunal, cerca de 35% delas não foram sequer atendidas parcialmente pelo governo federal